Das dores

Reblogged from Vaga pro Vagal:

Lembro das velhas dores.

Ponho-as lado a lado com estas novas e (…) comparo-as.

Noto como as novas são indelicadas, despreocupadas ao se porem sobre meu corpo,

como se marchassem com botas pesadas.

Tão diferentemente das velhas dores que bailam formosas  ao som de qualquer cantor que tenha vivido essa dor velha…

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Tá olhando o quê?

Reblogged from Crônicas Atípicas:

Metrô, por volta de 18h30. Entra uma garota e sua namorada. A garota, cabelo preto, curto, de boné, muito atraente, vestida como um menino. A namorada, loura falsa, não muito bonita. Fico olhando a moça-menino, não sei se para tentar desvendar sua androginia (estava meio fascinada) ou apenas para admirá-la, pois ela era realmente muito bonita. Talvez um pouco dos dois.

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Título

Você é meu melhor amigo, ainda que eu receba uma ligação sua a cada seis meses. Ainda que você esteja distante. Por vezes eu tentei te dar outro título, quando ia te citar numa conversa qualquer eu te chamava de ‘meu ex-melhor amigo’, mas era mentira, Deus sabe o quanto eu odeio mentir pra mim. Por isso você ainda é meu melhor amigo, simplesmente porque eu, aos 20 anos, não sei definir você. Durante pelo menos CINCO anos da minha vida você foi meu melhor amigo, e é isso que você é agora, goste você ou não. Você, distante ‘sentimentalmente’ falando agora é ainda mais distante, geograficamente falando, ainda assim você é meu melhor amigo. Ainda que distante, ainda que eu não saiba da sua vida, ainda que você não saiba da minha vida, ainda que só no título.

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VivaElis

Imagem

Menina Maria, Maria mulher. Tão frágil e tão forte diante de 120 mil pessoas. Eu senti que a emoção passava dela pra mim, de mim pra ela. Em alguns momento parecia indefesa, uma criança de 4 anos que perdeu a mãe, no momento seguinte a mulher forte surgia com uma poderosa que dava arrepio de se ouvir.
Do meu lado, um senhor, quase não abria os olhos, quase não cantava, mas eu via as lágrimas escorrendo pelos olhos.
As pessoas cantavam, eu não, eu ficava enfeitiçada olhando pra ela, olhando pra Elis. Maria bacanuda, passeou pelo palco com graça, força e sensualidade, cantou e, veja que clichê: Me encantou.
Quando a ultima nota da ultima musica tocou, eu pensei: Valeu (MUITO!!!!) os quase 365 dias de espera.

“Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar”

Mandou bem na escolha do nome, Elis Pimentinha.

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#1 Citação

Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas.

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amorrr

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Carta que você sabe que é pra você, mas eu não queria que fosse.

Não quero te falar que te amo e que não sei como será daqui pra frente, eu nunca soube… Não quero te falar de como foi bom ser puxada do poço que criei pela tua mão quente e firme. Não quero te falar da nuvem que tem enevoado meus olhos cada vez que penso em ti. Não quero falar de amor, de dor, de perdas. Nem mesmo quero falar dessa carta que suponho ser a última que te escrevo, como supus tantas vezes antes. Vou me permitir alguma sinceridade, acho que esse quase nós merece. Eu te subestimei demais, subestimei demais a força que você tem mim, o pedaço meu que é teu, quanto do meu sorriso era tua culpa. Nao foi por mal meu bem, me entenda, superestimei pessoas, sonhos, livros, lugares, a morte, a vida, e tudo que me sobrou foi uma coleção de decepções e mágoas. Achei que se achasse que você era pouco em mim você seria. Achei errado, pelo visto. Vou sentir muita falta de você, e de quem eu sou quando estou contigo. Não digo que deixarei de te amar, nem que tentarei, já não acredito nesse tipo de coisa. Só vou seguir, com a certeza de que faço isso pro teu bem, e pra evitar minha ruína. Vou te procurar em outros corpos, mas isso não é novidade entre nós… Você me procurou tanto que esqueceu que procurava e achou alguém melhor. Aceito. Eu que sempre parto, dessa vez fico por ti e vejo de longe tua partida. Mais que justa, mais que esperta, mais que certa. Quero que seja muito feliz, mas não suporto não ser a causa da tua felicidade. No meu mundo egoísta você é meu e há alguma justiça no mundo e no amor. Eu queria não dormir, passar as noites te olhando descansar. Te sujar de qualquer coisa doce só pra depois ter que limpar. Eu queria ouvir teu violão, e te xingar, te bater entre crisos de riso, perguntando quem te deu autorização de ser tudo que eu quero e espero de alguém. Eu queria teu olhar de incompreensão pras minhas crises de choro sem motivo, e teu abraço apertado dizendo que ia passar. Nunca passa, você sabe, nunca passa, mas eu ia acreditar. Eu queria tua voz de sono de manhã. Eu queria te devolver o gol dedicado pra mim com um texto qualquer. Eu queria não precisar dizer ou provar que te amo… por já provar e dizer a cada beijo e sorriso. Eu queria acampar contigo, e inventar nomes pras constelações que não conhecemos. E riscar nosso nome nas pedras, na areia, nas nuvens, no vento, no tempo, riscar tua pele com meu cheiro. Eu queria tanto tudo disso, queria tanto, que escrever no passado dói, e é uma absurda mentira. Ainda quero, e como quero. Mas quero tanto, e te quero tanto bem, que abro mão desse querer. Por me salvar de mim há tanto tempo atrás de devolvo a gentileza, e agora te salvo de mim. Te livro do meu drama, da minha indecisão, das minhas fraquezas sem fim. Te livro das promessas que me fez, dos castelos de areia que não construímos, de tudo que não foi nem será. Te livro de mim.

- Autor desconhecido

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